
Apesar de ser tímida, Carla é meiga e doce, e chama atenção pelo seu estilo boho de se vestir, com cores alegres e muitos acessórios!

Na hora de se vestir, Carla é adepta de um estilo mais descontraído, e sabe misturar peças hippies com peças mais atuais, deixando o look bem moderno! As cores são parte importante de sua produção, e estão sempre presentes nas roupas ou nos acessórios!

Peças mais importantes do estilo da Carla: headband, muitas pulseiras, sandálias rasteiras, bota cowboy e comprimentos mini.
O que não pode faltar na hora de compor o visual da personagem: o toque boho das peças coloridas e estampadas, e das sandálias baixas e botas cowboys, e tons mais alegres e modernos como o neon.

Na hora de apostar nos acessórios, Carla não abre mão da headband e das bijoux! Ela sempre faz um mix de pulseiras e anéis bem artesanais.
No make, menos é mais! A combinação rímel + gloss nude + sombras clarinhas é o suficiente para seguir o estilo de se maquiar de Carla.
Inspire-se!

Para quem gosta do estilo da Carla e quer se inspirar nela na hora de se vestir, montamos dois looks com peças que você tem no seu guarda-roupa, como o short jeans, a blusinha estampada e o vestido colorido! Um para o dia a dia e outro para a balada!
* Dica: no inverno, aposte nas batas de manga comprida e na botinha de cano médio!
Mistura de elementos étnicos + cultura hippie + estética nômade + tempero country ou rocker, e ainda um sutil fundo déco. No estilo boho entram dados geográficos, históricos e culturais em misturas que atravessam temporadas e vão cruzando décadas. Acompanhe no report alguns dos principais pontos para se entender o onipresente visual boho.
Utilizado como abreviatura do termo “bohemian”, “boho” refere-se originalmente aos andarilhos e refugiados vindos, principalmente, da Europa Central. A palavra tem raiz francesa – “bohémien” – que mais tarde seria sinalizada como cigano ou “gypsy”, no inglês.

Ciganas espanholas, 1917 (National Geographic) | Uma garota cigana espanhola, 1850, pintura de Francis Topham O.W.S.
No início do século 20, o grupo de artistas, escritores, filósofos e intelectuais ingleses Bloomsbury deu ao bohemian um novo significado, ligado ao universo da produção de novos conhecimentos e posicionamentos nas áreas artística, literária, política, entre outras. A dimensão de sua influência nessas áreas pode ser medida através do legado que hoje temos do trabalho de Virgina Woolf, John Maynard Keynes, E. M. Foster e Lytton Strachey. Passadas algumas décadas, a cultural ocidental retomou o interesse pelas referências vindas do Oriente, em clima de paz e amor hippie, que transformou os costumes e a estética. Na Londres dos anos 1960 e 1970, é no bairro Soho que a movimentação acontece, em torno de sexo, drogas e rock’n’roll. Neste ambiente, estilistas como Thea Porter foram os responsáveis por traduzir o hippie das ruas em artigos de butique, muitas vezes com tecidos vindos do Oriente.
A “swinging London” de 1960 com vestidos geométricos e cores pop foi aos poucos invadida pelas linhas fluídas e modelagens leves. A mistura de roupas novas com as de brechó era pauta em revistas como a Vogue, e o esplendor de uma nova era, trouxe as influências dos andarilhos e de uma existência mais ligada à filosofia, à liberdade e às artes. Neste momento, o boho mistura passado e presente na fusão do “bohemian”+ Soho.
Para o vestuário, batas leves, amarrações, mangas cheias, pantalonas e vestidos longos são indicados nas revistas especializadas durante a década de 1970.
30 anos depois, nos primeiros anos do século 21, nomes de peso como Kate Moss e Siena Miller retomaram o boho e se tornaram-se ícones do estilo. No ensaio de 2009, para a revista V, Kate mergulhou nas referências, e passou dias em companhia de um grupo de ciganos para garantir bom resultado no editorial. Esta seria a 2ª onda do boho no século 21. Antes dela, Siena Miller, durante o noivado com Jude Law em 2004, levou o estilo a Vogue, e ainda foi escolhida como a garota do ano.
A influência setentista, que domina a moda hoje, dá indícios de que o boho retorna tanto para verão como para o inverno. A levada tem tempero étnico, alma de andarilhos e, de pano de fundo, é associada aos valores de bem-estar e contato com a natureza, ingredientes atuais que dão fôlego novo ao estilo.
Nos desfiles do verão 11/12, franjas, formas fluídas, pedras naturais, couro e tons terrosos definem a visualidade do estilo.
Detalhes artesanais, tecidos leves, bordados que lembram elementos tribais, cordões e amarrações são outros elementos que retomam a ligação da moda atual com o estilo que já é história.
Leituras rápidas de mercado já podem ser encontradas nas primeiras coleções do verão que ainda estão por chegar no Brasil.
E as vitrines europeias são invadidas por flores, rendas e planos de algodão, aplicados em volumes leves.
Outras apostas para dar tempero sexy aos desenhos.
Na preparação para o verão brasileiro, os primeiros desfiles do Minas Trend Preview indicam que a leitura nacional está, até o momento, fixada nos clichês do hippie tropical.
Uma breve pesquisa em nomes da época mostra que a onda do boho vai além dos tropicalismos, e tem espaço para brilhos e execuções elaboradas. É aí que entra a sutileza da referência decor. De uma forma ou de outra, esta é tendência certa.











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